Jogo da Bolsa de Valores

O Jogo da Bolsa de Valores é um jogo de tabuleiro criado por Elvis Tolotti. Atualmente é difícil encontrá-lo nas lojas, mas talvez você até o encontre no Mercado Livre. Além de ser divertido, ele serve para ensinar o funcionamento da Bolsa de Valores.

Tolotti é um operador da bolsa que, no Jogo da Bolsa de Valores, tentou resumir todos os conhecimentos essenciais para entender o mercado de ações.

O jogo traz inclusive alguns elementos que, há até algum tempo, nem um simulador da bolsa de valores tinha, por exemplo, o aluguel de ações.

As partidas tem as ações, quatro setores econômicos, ordens de stop (que são um elemento bem importante para o aprendizado e para a disciplina do investidor), cartas de análise, diário de operações e cartelas para gráficos.

Tolotti diz que resolveu criar o jogo porque era muito difícil explicar o funcionamento da bolsa de valores só com a teoria e com apostilas.

Talvez você esteja procurando:

O que é uma ação

O que é uma ação da bolsa de valores? Imagine que você e mais alguns amigos resolveram montar uma empresa.

Cada um de vocês irá investir um montante diferente. Com empresa montada, o investimento total foi de R$ 100.

Este é o capital social da empresa.

Como cada um de vocês participou com valores diferentes, decide-se dividir esse capital social em partes iguais. Digamos que sejam 100 partes.

Cada parte valerá R$ 1 e cada sócio terá uma certa quantidade de partes, equivalente ao valor por ele investido para a criação da empresa.

Cada uma dessas partes é uma ação.

Uma definição mais técnica diz que:

Uma ação é um título de renda variável emitido por uma sociedade anônima, que representa a menor fração do capital da empresa emitente.

Recomendo a leitura do artigo completo, que explica outros conceitos pertinentes como empresas de capital fechado e empresas de capital aberto.

Empresa de capital fechado

As empresas de capital fechado não estão na bolsa de valores, mas é como a imensa maioria das empresas começa. Elas nascem como uma Ltda. (ou empresa de capital fechado).

Se ela tiver 5 sócios, com a mesma participação (20% do total de R$ 100.000,00), cada sócio subscreveu R$ 20.000 do capital da empresa. A empresa então utiliza o capital subscrito para iniciar suas atividades (comprar matéria prima, pagar instalações e funcionários etc).

Um sócio decida sair da empresa e os outros decidam comprar sua parte. Neste caso, após decidir o quanto vale esta parcela do capital da empresa (para facilitar vamos supor que valha R$ 20.000) cada um dos sócios restantes pagará R$ 5.000,00, mantendo o capital total em R$ 100.000,00, agora com 25% cada um.

Empresas de Capital Aberto

Uma empresa de capital aberto funciona basicamente da mesma forma.

Os 4 sócios não têm recursos para comprar a fatia do sócio que resolveu sair. Eles podem optar por abrir o capital da empresa, ou seja, lançar ações. Neste caso eles decidem vender R$ 20.000 do capital da empresa, lançando 20.000 ações a R$ 1,00 cada.

Claro que, no caso das bolsas de valores, os montantes são muito mais astronômicos que os relatados acima.

Por exemplo:

Sobre ações e capital social, vamos tomar um exemplo concreto: a Vale do Rio Doce.

Atualmente, o capital social da empresa é composto de 5.365.304.100 (informação de agosto de 2012) de ações ordinárias e preferenciais. Multiplique isso pelo valor de cada uma delas e você terá o valor do capital social da empresa.

Como investir na Bolsa de Valores

Agora que você já sabe o que é uma ação, que tal descobrir como investir na bolsa de valores?

O que é a Bolsa de Valores

O que é a bolsa de valores e como funciona? A Bolsa de Valores é onde se negociam ações de empresas de capital aberto. É a Bolsa de Valores que administra o mercado desse tipo de investimento.

No Brasil, a principal bolsa é a  BM&FBOVESPA S/A – ou Bovespa como era conhecida até 2008 -, que também administra o Balcão Organizado e o mercado de bolsa de derivativos e de futuros. O Ibovespa é o índice da BM&FBOVESPA.

A principal função de uma bolsa de valores é proporcionar um ambiente seguro, transparente e de confiança para a compra e a venda de ações e outros valores mobiliários.

Atualmente, essas negociações não são mais feitas em um pregão ao vivo: aquela cena que vimos nos telejornais e nos filmes de antigamente, com gente gritando de um lado e do outro em uma sala tumultuada. A maior parte das negociações das bolsas de valores são feitas em meio eletrônico, sobretudo através do home broker, no caso das pessoas físicas.

Para negociar ações na bolsa de valores, você precisa do intermédio de uma corretora.

O que é uma ação da Bolsa de Valores

Ações são pequenos pedaços do capital de qualquer empresa denominada de capital aberto.

Digamos que a empresa valesse R$ 100 e dividisse seu capital em cem partes iguais e vendesse essas partes na Bolsa de Valores. Em princípio, cada uma dessas ações custaria R$ 1. Se você tivesse uma ação, enquanto a detivesse, seria considerado sócio da empresa. Naturalmente, esse valor inicial flutuaria ao longo do tempo, condicionado por diversos fatores relativos à situação da companhia, da economia nacional e internacional, proporcionando lucro ou prejuízo ao investidor de posse dessa ação.

Outras funções da Bolsa de Valores

  1. Levantar capital: ao abrir seu capital e vendê-lo na bolsa, a empresa levanta fundos para expansões e novos negócios
  2. Poupança em investimentos: em vez de o capital de uma parcela da população ser direcionado ao consumo, ajuda a movimentar a economia, alocando esses valores para geração de negócios
  3. Facilitar fusões e aquisições: as companhias têm mais chances de crescer ao adquirir ações de outras empresas do mesmo ou de outro setor, facilitando aquisições e fusões, dando agilidade ao mercado
  4. Redistribuição de renda: a bolsa de valores dá a oportunidade a qualquer cidadão de ter acesso a negócios lucrativos, desde que ele esteja preparado para lidar com um mercado tão volátil e cheio de riscos
  5. Aprimorar a governança corporativa: o mercado é transparente, cheio de regras e bem regulado. E com um número cada vez maior de pessoas ativamente interessadas em seus próprios investimentos, as empresas têm que andar na linha.e aprimorados.
  6. Termômetro da Economia: a bolsa de valores é uma forma válida de verificar a quantas anda a economia nacional, sendo um retrato do crescimento ou não do País

Como investir na Bolsa de Valores

Agora que você já conhece e já sabe o que é, que tal aprender um pouco sobre como investir na bolsa de valores?

Como funciona a Bolsa de Valores

Para entender como funciona a bolsa de valores é preciso entender antes o que é uma ação, o principal tipo de ativo vendido em uma bolsa de valores.

Uma ação é uma pequena parte do capital de uma empresa que é vendida no mercado. Quem detém uma ação é considerado investidor ou sócio daquela empresa.

Para isso acontecer, é preciso antes que a empresa decida lançar ações no mercado. O nome desse processo é abrir o capital. O caso mais famoso e recente foi a abertura de capital do Facebook, que passou a negociar ações na bolsa de valores. É uma maneira de a companhia captar recursos financeiros para investir em seu próprio crescimento.

A instituição que possibilita o ambiente, a transparência e a confiança para que o processo de compra e venda de ações – e de muitos outros tipos de ativos – aconteça é a bolsa de valores.

Existem diversas bolsas de valores no mundo.

Funcionamento da Bolsa de Valores

A Bolsa de Valores de São Paulo, Bovespa (que depois da fusão com a Bolsa de Mercadorias e Futuros passou a se chamar BM&FBovespa) funciona basicamente de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h. Atualmente existem períodos conhecidos como pré-abertura, das 9h45 às 10h da manhã, e o after market, das 17h30 às 19h. Com o horário de verão, esses horários mudam. Mas o que acontece entre as 10h e as 17h?

Sob certo ponto de vista, como funciona a bolsa de valores é bem simples. Há, de um lado, alguém ou alguma instituição interessada em vender algo (normalmente uma ação). E, do outro, alguém ou alguma instituição interessada em comprar isso.

O primeiro estabelece um valor para a venda e o segundo um valor para compra. Se os valores forem compatíveis, isto é se o valor oferecido para a compra for maior ou igual ao das expectativas para venda o negócio é fechado e a ação muda de mãos.

Se o valor não for compatível, um dos lados terá que ceder. Isto é: ou eu subo minha oferta para comprar a ação ou o vendedor desce o seu preço. Essa dinâmica faz com que o preço das ações variem ao longo do tempo.

Agora, se eu não estiver negociando minhas ações e só estiver interessado em mantê-las, o valor das mesmas sofre da mesma maneira com essas variações.

Assim, se as negociações puxarem o preço para baixo, minhas ações, do mesmo modo desvalorizam.

Se o lado interessado em que o preço suba for mais forte, o preço das ações sobe. Isso é bom se você estiver no que se chama de posição comprada.

Mais tarde você aprenderá que também é possível estar em uma posição vendida e, assim, você terá expectativas de que os preços caiam, para que você recompre ações por um valor menor do que vendeu.

Quanto mais ações e quanto mais negociações são feitas com uma ação durante o dia, maior liquidez e maior facilidade de negociá-las. Suas dinâmicas são mais facilmente estudáveis e mais dificilmente manipuláveis. Por isso, a dica para o iniciante na bolsa de valores é investir em ações do Índice Bovespa (Ibovespa), que têm grandes volumes de negociação.

Antigamente, todas essas negociações eram feitas em um pregão físico, com gente gritando compro! e vendo! de um lado para o outro, numa verdadeira babel financeira. Mas atualmente as ações e o dinheiro correm de lado a lado e de mão em mão, silenciosamente, nos meios eletrônicos, pela internet e pelos home brokers.

Se você quiser entender melhor a função da bolsa de valores, leia: O que é a Bolsa de Valores.

Como investir na bolsa de valores pela internet

Como investir na bolsa de valores pela internet: atualmente quase todos os investidores operam na bolsa de valores através do home broker, a partir do próprio computador.

É uma ferramenta prática, relativamente fácil de usar e, mais importante, dá uma grande independência ao investidor que pode, agora, investir na bolsa de valores pela internet.

Há alguns anos, era necessário ligar para a corretora e dar as instruções ao operador. Com o volume de pequenos investidores de hoje em dia isso é praticamente inviável.

Por isso, vale a pena ver este vídeo que ensina a usar o home broker de uma corretora específica. Os demais sistemas, de outras corretoras, são bastante similares.

Home broker para investir na bolsa de valores pela internet

O home broker veio para ficar e são poucos os investidores da bolsa de valores que ainda insistem em dar suas ordens de compra e venda de ações através do telefone. Investir na bolsa de valores pela internet tem sido mais seguro, confiável e rápido. Mesmo a Bovespa aboliu o pregão viva voz. Agora tudo acontece online.

 

O home broker é como se fosse um “internet banking”, mas em vez de movimentar contas e dinheiro, você movimenta ações. Há muitas outras funções além de comprar e vender. Creio que a principal delas é a possibilidade de posicionar stops: pontos de venda automática caso a ação atinja determinado preço para cima ou para baixo.

Está cada vez mais comum a modalidade de investimento chamada mobile broker. Não só se investe na bolsa de valores através da internet como se faz isso usando simplesmente um celular.

Um dos grandes passos para que chegássemos a este estágio aconteceu em 1997, quando a Bovespa implantou o Megabolsa e possibilitou a digitalização de todas as operações, como vemos hoje.

Entenda o Mercado de Opções 7: ganhando dinheiro com opções

Este artigo faz parte da série Entenda o Mercado Opções. A série é de autoria do convidado Elvis Pfützenreuter. Ele é editor do blog #d00dzFinance e autor do livro Investindo no Mercado de Opções. Ele também oferece uma calculadora de opções Black e Scholes online, que calcula toda uma série de opções de uma vez só.

Leia também:

Em primeiro lugar, o investidor/especulador em opções tem de saber apreciar perfeitamente o seu valor, para julgar se determinada opção está “cara” ou “barata”, e vender ou comprar de acordo. Para isso, feliz ou infelizmente, é necessário um pouco de background de matemática.

Há inúmeros livros no mercado que tratam da avaliação de opções, como o Investindo no Mercado de Opções, de minha autoria, que há especial atenção aos aspectos matemáticos e estatísticos das opções.

Uma observação empírica, que vale para praticamente todos os mercados de opções, é que os lançadores de opções ganham mais dinheiro no longo prazo que os compradores de opções. Isto contradiz a teoria de que o mercado de opções é soma-zero. Existem diversas hipóteses para explicar esta distorção.

Devemos lembrar ainda que, no caso das opções de compra, a taxa de juros é embolsada pelo lançador. Se um lançador obtém rendimento de 2% ao mês, 1% disso é devido à taxa de juros, e não constitui negação da soma-zero. Assim, aquele que pretende ganhar dinheiro com opções deve estar atento a este fato, e provavelmente deve fazer operações que mais lancem do que comprem opções.

Explicar todas as possíveis operações com opções é assunto para vários livros, mas a operação mais simples que um investidor pode fazer, e que costuma trazer bons resultados, é o lançamento coberto de opções. O objetivo é obter um rendimento mensal, pequeno porém contínuo, com a arrecadação dos prêmios das opções de compra.

Por exemplo, se o investidor possui 100 ações VALE5, ele pode lançar 100 opções de compra, dando suas VALE5 em garantia, e aguarda o vencimento. Se as opções virarem pó, ele pode lançar novamente opções da série seguinte. Se as opções foram exercidas, sua carteira virou dinheiro líquido, e é preciso comprar novamente as VALE5 para fazer novo lançamento coberto.

A principal vantagem desta operação é a comodidade. Como não há depósito de margem, não há risco de quebrar por falta de dinheiro para cobrir a margem. Seja qual for o desfecho da operação no vencimento, o investidor não precisa tomar nenhuma providência junto ao corretor, nem precisa ficar monitorando o mercado.

O investidor mais especulativo que gosta de acompanhar o mercado pode recomprar as opções se elas estiverem baratas, desobrigando-se totalmente, e quiçá lançar novamente as opções quando o prêmio tiver subido novamente.

Também é possível fazer lançamento coberto de opções de venda, porém neste caso o lançador é quem arca com o custo da taxa de juros, o que não pode ser negligenciado pois as taxas de juros no Brasil são muito altas.

É prudente lembrar que a venda coberta é um bom negócio hoje, mas pode deixar de ser um bom negócio amanhã. Por isso é importante saber avaliar o valor real das opções e não ficar fazendo sempre a mesma operação mecanicamente. Se o prêmio de uma opção estiver baixo, pode ser mais negócio comprar a opção ao invés de lançá-la.

Também é importante comparar o potencial de lucro com a renda fixa, a cada operação. Uma operação cujo retorno máximo seja de 1,2% ao mês parece boa, mas deixa de ser tão boa se comparada à renda fixa que paga 1% sem risco algum.

Elvis Pfützenreuter é mestre em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Santa Catarina e graduado em Ciências Contábeis pela Universidade da Região de Joinville. É pesquisador e professor na área de informática. Trabalha no desenvolvimento de sistemas financeiros desde 1993 e investe no mercado financeiro desde 1997.